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Em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu quinta-feira, 17, o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão, em cerimônia oficial no auditório do Itamaraty. Também estiveram presentes os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Justiça, Tarso Genro.
Durante a cerimônia, o chanceler Amorim solicitou do Japão a instalação no País de uma fábrica de semicondutores para atender à demanda de produtos da TV digital no Brasil, que segue o modelo japonês. “Confiamos que uma fábrica de semicondutores pode ser instalada no Brasil”, disse Amorim, falando em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em novembro passado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que um grupo formado por engenheiros das duas nações estudava a instalação da indústria. O custo mínimo está estimado em US$ 500 milhões. Já o vice-ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Hitoshi Kimura, destacou a ajuda dos 300 mil brasileiros que vivem no Japão na revitalização da economia de seu país. Logo depois, Amorim disse que é bom ouvir que a comunidade brasileira “contará com as mesmas oportunidades de inserção social” como ocorreu com os emigrantes japoneses no Brasil. O presidente da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, Kokei Uehara, agradeceu o acolhimento dado à comunidade japonesa, que soma 1,5 milhão de pessoas. “Graças a esse país tive os melhores professores da minha vida. Fico bravo quando alguém diz que o Brasil não tem professor de qualidade”, contou Uehara, que chegou ao país com nove anos de idade. Amorim lembrou ainda que o Japão já foi o segundo maior parceiro comercial do Brasil, mas perdeu posições por causa da estagnação de sua economia há alguns anos e da instabilidade e inflação alta no mercado brasileiro. Porém, continuou, as duas nações já superaram esses problemas e podem retomar as negociações para impulsionar o comércio bilateral. De acordo com informações divulgadas pela Presidência da República, os investimentos japoneses no Brasil passaram de US$ 648 milhões, em 2006, para US$ 800 milhões, no ano passado. A agência japonesa de promoção comercial prevê investimento da ordem de US$ 1 bilhão em 2008. Mascote será criado por Maurício de Souza O presidente Lula, que apenas acompanhou o evento, recebeu de presente um quadro com desenho de Maurício de Souza, no qual o personagem meio japonês, meio brasileiro segura a bandeira dos dois países. O cartunista foi definido pela ACCIJB como o criador da mascote do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. As comissões avaliaram 25 trabalhos selecionados, dentro os cerca de 200 inscritos. A decisão final foi que o concurso infelizmente não alcançou os resultados esperados, sendo considerado encerrado, sem escolha de vencedores. De acordo com a ACCIJB nenhum desenho apresentado conseguiu representar a lembrança viva e única do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Por esse motivo, foi sugerido o nome de Mauricio de Sousa para criar o mascote. O artista aceitou e se dispôs a colaborar voluntariamente para o Centenário. “Estou pensando num mascote que as pessoas entendam e se identifiquem, e que simbolize a magia do Centenário. Esse trabalho é gratificante e gostoso, e requer muito cuidado e carinho, porque o personagem está nascendo aos poucos, do coração”, explicou o cartunista. Fonte: Agência Brasil e Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil Foto: Reuters |